terça-feira, 21 de setembro de 2021

Trilhas e Árvores - "Dia da Árvore"

 

                                                         Jequitiba Rosa no Parque Estadual do Vassununga

O Dia da Árvore é comemorado no dia 21 de setembro destacando a ideia de proteção das árvores e consequentemente das matas e florestas. As árvores são símbolos da natureza, são abrigo e fonte de alimentos de animais e plantas e além disso, também são reguladores térmicos. Assim, são de extrema importância para que exista a vida em diversos ecossistemas. Derrubar uma árvore significa derrubar um pedaço de um sistema muito maior.

Você já pensou em viajar para conhecer algum exemplar ou espécie de árvore? Vamos lhe dar algumas ideias...

Trilha dos Jequitibás – Parque Estadual do Vassununga, em Santa Rita do Passa Quatro - SP

O Parque Estatual do Vassununga foi criado em 1970 com o intuito de proteger esse patrimônio natural brasileiro, atualmente o parque é uma das áreas protegidas com uma das quantidades mais expressivas de jequitibá-rosa (Cariniana legalis) no mundo.

Dois exemplares de jequitibás-rosa chamam a atenção, e ganharam nomes: o Patriarca e a Matriarca. O  que o ancião possui tronco de 3,6 metros de diâmetro e de circunferência  aproximada de 12,3 metros, além de mais de 40 metros de altura.



Trilha da Figueira – Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba-PR

A Reserva Natural Salto Morato é uma RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) da Fundação Grupo Boticário e está aberta a visitação desde 1996 que em 2.340 hectares protege importante porção do bioma Mata Atlântica.

A Figueira do Rio do Engenho ( (Ficus sp., é)  é uma árvore centenária e gigante que abriga diversas espécies sendo uma das atrações da Reserva. Na trilha é possível contemplar e se conectar a diversas espécies e ainda realizar uma travessia em cabo de aço conhecida como falsa-baiana.



Trilha da Sumaúma – Floresta Nacional de Tapajós – em Santarém-PA

Na Floresta Nacional de Tapajós desde 1974 de protege porção do bioma Amazônia com manejo florestal sustentável.

Na paisagem, a “Vovó Sumaúma” (Ceiba pentandra), árvore que tem mais de 900 anos e que numa caminhada de aproximadamente 4 horas é possível ir a seu encontro. Sua copa fica a 30 metros do chão e são necessárias umas 20 pessoas para poder abraça-la. A Vovô possui muita história e lendas para contar...



 Essas árvores gigantes são símbolos da importância da conservação! 

 


sexta-feira, 27 de agosto de 2021

MTur e Unesco contratam consultoria para estruturação de geoparques no Brasil

O Ministério do Turismo e a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura lançaram um edital para contratação de uma empresa visando a estruturação de geoparques no Brasil.

As organizações buscam criar um manual para o desenvolvimento de projetos turísticos de geoparques no Brasil, para aumentar a competitividade do geoturismo, direcionar políticas públicas e promoção para este nicho de mercado. Com isso, a iniciativa busca corroborar com o próprio objetivo dos geoparques que é o desenvolvimento socioeconômico onde as comunidades estão estabelecidos.

Para mais informações acesse: https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/mtur-e-unesco-lancam-edital-para-contratar-consultoria-para-estruturacao-de-geoparques-no-brasil

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Geologia marinha de Fernando de Noronha é tema de estudo científico

Recentemente, foi publicado na edição especial do Journal of the Geological Survey of Brazil (JGSB), um estudo que investigou a opinião de 100 mergulhadores que realizaram o mergulho de cilindro no arquipélago de Fernando de Noronha. A pesquisa teve como objetivo identificar as percepções dos visitantes que mergulharam em Fernando de Noronha, sobre aspectos de interpretação da geodiversidade.

O trabalho foi intitulado The opinion of divers on the interpretation of marine geology in the archipelago of Fernando de Noronha (Brazil) e realizado por pesquisadores do Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas, Universidade Federal do Rio de Janeiro e Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Confira o trabalho na íntegra clicando aqui.



segunda-feira, 12 de julho de 2021

Entrevista sobre o valor da geoconservação e o papel dos geoparques e patrimônio geológico

Dia 14/07, na série Recapitulando, o projeto Quartas no Lagesolos, entrevista sua 25a convidada, a Profa. Dra. Jasmine Cardozo Moreira (UEPG e WVU-EUA), com o tema:

O valor da Geoconservação: papel dos GeoParks e do patrimônio geológico

Entrevistadora convidada: Profa. Dra. Thaís Guimarães (UPE-Petrolina)

Demais entrevistadores:
Prof. Dr. Antonio J. T. Guerra (LAGESOLOS-UFRJ)
Profa. Dra. Maria do Carmo O. Jorge  (LAGESOLOS-UFRJ)

Acesse o link do Canal do LAGESOLOS-UFRJ no Youtube: https://youtu.be/L0uMKo2q_b8

Inscreva-se no canal, curta e compartilhe os vídeos. Ative o Lembrete para avisar quando a Live começar.

Passe Quartas no Lagesolos!

Fonte: Hugo Loureiro



quarta-feira, 7 de julho de 2021

Concurso Fotográfico entra na reta final das votações

 



Faltam 4 dias para o encerramento das votações do I CONCURSO FOTOGRÁFICO DO LABTan que tem como tema o “Turismo em áreas naturais nos Campos Gerais”. Para a fase de votações são 23 fotos classificadas de diferentes municípios da região que além de Ponta Grossa conta com fotos de Arapoti, Jaguariaíva, Sengés, Teixeira Soares e Tibagi.

A votação encerra no próximo domingo, 11/07/2021, às 23:59 e além de certificados de participação para todos os inscritos as 3 fotos mais curtidas ganharão prêmio, inclusive para visitar os atrativos naturais da região dos Campos Gerais.

Visite nosso Instagram @labtanuepg e deixe seu like na sua foto preferida!

Arte e texto: Emerson Santos.


segunda-feira, 31 de maio de 2021

I Concurso Fotográfico LabTan - regulamento


O concurso tem como objetivo promover a inclusão e a participação da sociedade na produção de imagens com a temática “turismo em áreas naturais”, valorizando a biodiversidade e a geodiversidade dos Campos Gerais.

Participe conosco, até dia 1⁰ de julho de 2021, enviando seu registro fotográfico feito com qualquer tipo de equipamento, para tanto, leia com atenção o regulamento no link: encurtador.com.br/eoDRS

Agradecemos os apoiadores que cederam prêmios incríveis que valorizam o turismo na região!

@pixabay

 


quinta-feira, 6 de maio de 2021

Meios interpretativos sobre a avifauna do Parque Nacional dos Campos Gerais

Foto: Juliano Rodrigues Oliveira (Pica-pau-do-campo) 

 
Com o apoio da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pesquisadores criaram e executaram um projeto visando o desenvolvimento de meios interpretativos sobre a avifauna do Parque Nacional dos Campos Gerais. Como produtos, foram elaborados painéis, miniguia e um ebook com 29 espécies encontradas na região. 

A pesquisa foi realizada em 2019 e os materiais lançados em 2020. O objetivo foi ampliar a vivência na UC, promover o turismo sustentável e potencialmente a conservação das aves. O miniguia e e-book estão disponíveis para download aqui na página do LabTan e tem mais de 1200 acessos. Em 2020, a pesquisa foi premiada no XI Seminário de Pesquisa do ICMBio como 2º trabalho mais curtido e comentado do evento. A iniciativa foi exibida no Jornal Meio Dia Paraná e compartilhada no site ((o))eco, além de outros meios de comunicação. Também, os resultados foram publicados na revista Terr@ Plural. 

A equipe foi composta por Ana Claudia Folmann, Anderson Warkentin, Antonio Cesar Caetano, Jasmine Cardozo Moreira, Juliano Rodrigues Oliveira, Lilian Miranda Garcia e Tatiane Ferrari do Vale. 

A Tatiane nos conta que “realizar esta pesquisa foi muito gratificante, pois senti que realmente conseguimos atingir um público interessado em aves. A região carece de iniciativas que estimulem a interpretação da avifauna e um dos desafios é sensibilizar os visitantes para sua importância. Como turismóloga, imensamente apaixonada pela natureza desejo que turismo sustentável seja amplamente desenvolvido e promova a geração de emprego e renda para as comunidades locais”.


Acesse o miniguia de aves: http://www.labtan.com.br/p/aves-do-pncg.html e boa passarinhada!
                                                               Foto: Anderson Warkentin (Patativa-tropeira)

terça-feira, 13 de abril de 2021

I Geodia

 Em uma iniciativa da Associação Brasileira de Defesa do Patrimônio Geológico e Mineiro (AGeoBR), da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), da Associação Brasileira de Geólogos (FEBRAGEO) e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), ocorrerá no próximo dia 24 de abril (sábado), das 9 às 19 horas, o I Geodia, evento nacional com foco na divulgação das Geociências para o público em geral.

Inspirado no exemplo espanhol do Geolodía (geolodia.es), a edição brasileira será uma celebração ao Dia Internacional do Planeta Terra, que se comemora no dia 22 de abril. E a região dos Campos Gerais não poderia ficar de fora! O Grupo Universitário de Pesquisas Espeleológicas (GUPE), a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e o Parque de Natureza Buraco do Padre se uniram na promoção de uma Visita virtual ao Geossítio Buraco do Padre, um dos mais expressivos representantes do patrimônio geológico paranaense.

A visita ao Buraco do Padre será transmitida pelo canal do GUPE no YouTube (GUPE Cavernas), das 16 às 17 horas. Na oportunidade, geocientistas também responderão perguntas sobre temas geológicos, geomorfológicos e de geoconservação! Envie suas questões previamente (gupe.espeleo@gmail.com) ou as apresente durante o evento (serão emitidos certificados de participação). A programação completa do Geodia você pode encontrar em https://www.ageobr.org/geodia.


Ajude a tornar o Geodia uma grande festa das Geociências, participando e divulgando.

Até lá!



terça-feira, 23 de março de 2021

Os 15 anos do Parque Nacional dos Campos Gerais e a Escalada

 


O Parque Nacional dos Campos Gerais celebra 15 anos, seu diploma legal de criação é de 23 de março de 2006, e o LabTan esteve sempre à disposição para parcerias no âmbito de pesquisas e ações que contribuam para a gestão da área. O PNCG tem como objetivo principal proteger os ambientes naturais ali existentes com destaque para os "campos gerais" e sua expressiva geodiversidade. O parque também deve realizar pesquisas científicas, promover a educação ambiental e o turismo de forma responsável.

Um dos esportes de aventura que ocorrem na região do PNCG há bastante tempo, é a escalada. E a Sara Ribas traz aqui o relato da sua vivência como escaladora e pesquisadora do tema:

"Junto ao Laboratório de Turismo em Áreas Naturais (LABTAN), vinculado ao curso de Turismo da Universidade Estadual de Ponta Grossa, sob orientação da Professora Drª Jasmine Cardozo Moreia, desenvolvi minha pesquisa de mestrado no Programa de Pós-graduação em Geografia- UEPG. A dissertação teve como enfoque subsidiar informações para o manejo do uso público, com enfoque na atividade de escalada no Parque Nacional dos Campos Gerais.

A prática desta atividade deve ser planejada de acordo com a categoria da unidade de conservação e regularizada para conciliar o uso público com a conservação ambiental. Porém sem estudos os gestores não têm informação para tomada de decisão e tendem a restringir a escalada dentro dos parques. Pensando nisso, a pesquisa teve como objetivo geral sugerir regras de uso público para a realização da escalada no PNCG.

Para cumprir o objetivo geral da pesquisa, foram necessários traçar objetivos específicos: Verificar como acontece a atividade de escalada em outras áreas protegidas; realizar diagnóstico dos setores de escalada no PNCG; e determinar qual perfil dos escaladores e seu comportamento no ambiente. As metodologias utilizadas para cumprir com os objetivos foram: O Roteiro Metodológico para Manejo do Impacto da Visitação, publicado pelo ICMBIO (2011); a aplicação de questionário (Gooogle Forms) baseado em estudos internacionais com exemplos de parques que pesquisam o perfil de seus visitantes; e por último os modelos brasileiros de parques que implantaram os termos de assunção de risco como obrigatoriedade de preenchimento para a gestão do parque.

Como resultados obtivemos cinco diferentes locais dentro do PNCG em que há setores de escalada, sendo eles: Cachoeira do Rio São Jorge, Boulder da Serrinha (próximo ao São Jorge), Buraco do Padre, Setor Macarrão, Dolina Grande, distribuídos em 14 setores que englobam diversas vias. Para priorizar os lugares com atividades de escalada que devem ser objeto de manejo de impacto da visitação são: da Cachoeira do Rio São Jorge são os denominados Valéria e Mesa de Pedra e o Boulder da Serrinha onde os impactos são evidentes. O questionário foi aplicado para 30 escaladores e foi identificado o perfil demográfico e o comportamento de baixo impacto dos praticantes. Constatou-se que 95,8% dos entrevistados sentem-se no dever de compartilhar a responsabilidade pela manutenção das áreas de escalada, demonstrando o alto grau de identidade com o PNCG.



Como produtos, além da dissertação completa, tivemos a publicação de três artigos que resumem a dissertação e respondem com os objetivos da pesquisa. O “Diagnóstico de uso das áreas com atividade de escalada no Parque Nacional dos Campos Gerais – Pr” foi o artigo que aponta e descreve as cinco áreas com uso público na UC para atividade de escalada (RIBAS; MOREIRA, 2020a).

Outro artigo foi “Parque Nacional dos Campos Gerais (PR): subsídios visando o manejo e o monitoramento dos impactos do uso público da atividade de escalada o PNCG”, que aponta os setores prioritários onde os impactos são evidentes e a priorização deve ser dada; e são apresentadas as recomendações de manejo para a prática e é feita a sugestão do Termo de Responsabilidade (RIBAS; MOREIRA, 2020b)

Também foi publicado o artigo “O perfil do praticante de escalada do Parque Nacional Dos Campos Gerais – Pr”, que teve como objetivo caracterizar o perfil dos escaladores, através da aplicação do questionário, que foi baseado em uma pesquisa realizada com escaladores no New River George National River, em West Virginia, nos Estados Unidos. Como resultados o artigo apresenta informações básicas demográficas, sobre a satisfação, qualidade da experiência e o comportamento dos escaladores no ambiente (RIBAS; MOREIRA, 2019).

Desde a realização desta pesquisa, muitas mudanças ocorreram nestes locais. O buraco do Padre passou por revitalização, assim como a Cachoeira do Rio São Jorge, que reformou suas instalações, retirando as estruturas físicas das áreas de preservação permanente (APPs). A dolina Grande e as Furnas Gêmeas atualmente contam com a gestão do Refúgio das Curucacas Ecoturismo, onde acontecem caminhadas ecológicas, escalada, camping e interpretação ambiental, cumprindo assim, com os objetivos da criação da unidade de conservação.

A conclusão que chegamos é a importância da pesquisa e o papel das universidades, pois pensar e debater o assunto é o caminho para a participação efetiva da sociedade nos processos de tomada de decisão no meio ambiente."





REFERÊNCIAS GILBERTSON, K. L. Assessing a rock climbing management plan: determining baseline behaviors toward protecting resource degradation. Minnesota: Cura Resource Collection, 2001. INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (ICMBio). Roteiro Metodológico do Impacto da Visitação: com Enfoque na Experiência do Visitante e na Proteção dos Recursos Naturais e Culturais. MMA, 2011 p.88, Disponível em: <https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/roteiro_impacto.pdf> MCKENNEY, K. M. Rock Climbers in the New River Gorge: Attitudes toward Management Actionsand Trust of Park Managers West Virginia University. 2013. 102 f. Thesis (Doutorado em Forestry Recreation, Parks and Tourism Resources) - Davis College of Agriculture, Forestry and Consumer Sciences at West Virgina University, West Virginia, 2013. RIBAS, S. F.; MOREIRA, J. C. O perfil do praticante de escalada do Parque Nacional dos Campos Gerais - PR. Revista da Casa da Geografia de Sobral (RCGS), v. 21, p. 55-73, 2019. RIBAS, S. F.; MOREIRA, J. C. Diagnóstico de uso das áreas com atividade de escalada no Parque Nacional dos Campos Gerais - PR. Publicatio UEPG: Ciências Sociais Aplicadas, v. 28, p. 13463-1-24, 2020.a RIBAS, S. F.; MOREIRA, J. C. Parque Nacional dos Campos Gerais (PR): subsídios visando o manejo e o monitoramento dos impactos do uso público da atividade de escalada. Élisée - Revista de Geografia da UEG, v. 9, p. 01-25, 2020.b WEEKLEY, G, M. Recreation specialization and the recreation opportunity spectrum: a study of climbers. 2002, 97f. Thesis Master of Science (Recreation, Parks and Tourism Resources) Davis College of Agriculture, Forestry and Consumer Sciences at West Virgina University, West Virginia, 2002

quarta-feira, 17 de março de 2021

Parque Nacional dos Campos Gerais e seu entorno

 


O Prof. Leandro Baptista (DETUR UEPG/LABTan) nos conta sobre a pesquisa que resultou na dissertação de mestrado “Parque Nacional dos Campos Gerais - PR: Oportunidades para comunidades de entorno”.

A pesquisa foi realizada entre 2012 e 2013 e se concentrou em entender quais benefícios e possibilidades de engajamento para as pessoas que residem no entorno do PNCG poderiam ter, com a criação da UC (delimitamos a zona de amortecimento como recorte). Visitamos todas as casas em 4 comunidades - Biscaia, Passo do Pupo, Cerradinho e Alagados e entrevistamos uma pessoa por residência, para sabermos se os moradores sabiam da existência e dimensões do Parque, opiniões, possibilidades e desejo de se engajar em alguma atividade ou serviço com correlação com esta UC. 

Os resultados indicaram à época, que grande parte dos entrevistados desconhecia o Parque, e entre os que conheciam, era mais de "ouvir falar" do que em ações mais efetivas do poder público em dar publicidade e conhecimento sobre a área protegida. Alguns relatos foram bastante negativos, onde percebia-se que um discurso contrário à criação do PNCG havia "chegado antes" aos moradores, especialmente àqueles que trabalhavam ou tinham vínculo com alguém que trabalhava em áreas de plantação que ainda estão no interior da UC e em domínio privado. Àqueles que se mostravam favoráveis ao Parque indicavam iniciativas que poderiam ser absorvidas pela gestão da Unidade, como a produção artesanal de doces e compotas que ocorrem no Cerradinho, outros se mostravam otimistas em atuar como guias no Parque e também houve relato sobre a intenção em construir um equipamento de hospedagem domiciliar e a oferta de alimentação aos visitantes. Entendemos que havia um distanciamento entre a equipe técnica do ICMBio e as comunidades, para que uma visão holística sobre a criação do PNCG pudesse ser alcançada pelos moradores.

Na etapa de preparo das entrevistas e elaboração de roteiros, imaginava que as pessoas seriam mais fechadas, não iriam querer conversar muito. No entanto o campo se tornou um prazer, com a maior parte das pessoas sendo muito solícitas e hospitaleiras, oferecendo para "entrar e tomar um café", em diversas ocasiões.

Uma situação que se tornou curiosa/engraçada foi com uma entrevistada da melhor idade. Sempre no início de cada entrevista, eu me identificava e perguntava se a pessoa conhecia o Parque Nacional dos Campos Gerais, com este nome mesmo, de forma completa. Esta entrevistada disse que sim, com entusiasmo, e no decorrer das perguntas, as respostas não estavam fazendo muito "sentido", até que entre suas colocações ela disse algo como: "o parque é importante! é bem bonitinho e as crianças adoram brincar na balança", e então entendi que ela estava se referindo desde o início ao playground existente na pracinha perto de sua casa. Infelizmente tive que excluir a resposta da entrevistada, mas foi ótimo contar com o carisma e gentileza dela.





segunda-feira, 8 de março de 2021

Conhecendo o Patrimônio do Parque Nacional dos Campos Gerais: Cartilha Educativa e Interpretativa

                                          

Neste mês de março, vamos destacar ações do LabTan no Parque Nacional dos Campos Gerais celebrando sua data de criação, 23 de março de 2006.

A Bárbara Leite, nossa egressa, conta sobre o projeto “Conhecendo o Patrimônio do Parque Nacional dos Campos Gerais: Cartilha Educativa e interpretativa”:

“O projeto teve início no PIBIC com o objetivo de desenvolver materiais interpretativos sobre o Parque Nacional dos Campos Gerais, quando eu estava no 2° ano de Turismo. Foi tomando forma, e resultou no meu TCC, com orientação da professora Jasmine. O objetivo era criar a cartilha para divulgar a existência do Parque Nacional dos Campos Gerais e principalmente, enfatizar a fauna e a flora da nossa região. A cartilha possui atividades lúdicas, como caça-palavras, cruzadinhas, ligue os pontos; todos relacionados com os animais, as plantas e os atrativos turísticos do Parque. No TCC, apliquei a cartilha em uma Escola Municipal e levei as crianças para conhecer o Buraco do Padre. Na sequência, o projeto da cartilha foi encaminhado pela Professora Jasmine ao Programa de Fomento e Incentivo à Cultura do Paraná (PROFICE), foi aprovado e a impressão desse material resultou na aplicação, juntamente com o ICMBio, em dez escolas da rede particular de ensino do município de Ponta Grossa”.

                                        Bárbara levando a cartilha a escolas de Ponta Grossa

                                        Aula de campo com as crianças  no Buraco do Padre


                                        Aula de campo com as crianças  no Buraco do Padre

“Foi muito gratificante desenvolver toda a pesquisa, elaborar o material e levar a prática. Além disso, poder divulgar o Parque Nacional dos Campos Gerais, trabalhando com educação ambiental, é muito enriquecedor. Uma das experiências mais emocionantes foi o momento que as crianças observaram a cachoeira e avistaram as espécies citadas na cartilha, o Xaxim, a Araucária, o Cacto-Bola, foi incrível ver o encantamento das crianças”.

Aqui, uma atividade da cartilha com um pequeno texto sobre a experiência de um aluno em conhecer um atrativo do Parque Nacional dos Campos Gerais:

Conheça a Cartilha acessando o link: https://www.researchgate.net/publication/321881797_Conhecendo_o_Parque_Nacional_dos_Campos_Gerais

E confira as publicações sobre a Cartilha do PNCG:

Revista Científica

MOREIRA, J. C.; LEITE, B. C. ; GARCIA, L. V. M. ; SOUZA, L. F. . Elaboração de cartilha educativa e interpretativa destinada ao público infantil: relato de experiência do Parque Nacional dos Campos Gerais - PR. Revista Conexão UEPG, v. 15, p. 76-82, 2019.

 Anais de Eventos

LEITE, B. C; MOREIRA, J. C. A ATIVIDADE TURÍSTICA NO PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS E A INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL: CARTILHA EDUCATIVA. In: IX Fórum Internacional de Turismo do Iguassu, 2015, Foz do Iguaçu. Anais do Fórum Internacional de Turismo do Iguassu. Foz do Iguaçu: Editora do FIT, 2015. v. 1. p. 1-13.

LEITE, B. C.; MOREIRA, J. C.A Atividade Turística no Parque Nacional dos Campos Gerais e a Interpretação Ambiental: Cartilha Interpretativa. In: III Congresso de Turismo dos Campos Gerais, 2014, Ponta Grossa. Anais do 3o Congresso de Turismo dos Campos Gerais. Ponta Grossa: UEPG, 2014. v. 1. p. 1-4.

LEITE, B. C.; MOREIRA, J. C. A Atividade Turística no Parque Nacional dos Campos Gerais (PR) e a Interpretação Ambiental: Cartilha Educativa. In: I Seminário de Pesquisas do Parque Nacional dos Campos Gerais e da Reserva Biológica das Araucárias, PR, 2016, Ponta Grossa. Anais do 1o Seminário de Pesquisas do Parque Nacional dos Campos Gerais e da Reserva Biológica das Araucárias, Ponta Grossa. Ponta Grossa: ICMBio, 2016. v. 1. p. 103-106.

 TCC – acesso no www2.uepg.br/turismo

Barbara Cristina Leite. A ATIVIDADE TURISTICA NO PARQUE NACIONAL DOS CAMPOS GERAIS (PR) E A INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL: CARTILHA EDUCATIVA. 2015. Trabalho de Conclusão de Curso. (Graduação em Bacharelado em Turismo) - Universidade Estadual de Ponta Grossa. Orientador: Jasmine Cardozo Moreira. 






segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

RPPNs Terra dos Pinheirais – Ninho do Corvo






Continuando nossa celebração das RPPNs, destacamos que a região turística “Terra dos Pinheirais” no Estado do Paraná possui 6, sendo uma declarada em nível federal e 5 em nível estadual, confira a lista:

Federal

RPPN das Araucárias - General Carneiro

Estadual

RPPN Reserva Paisagem Araucária – Papagaio do Peito Roxo General Carneiro

RPPN Leon Sfeir Von Linsingen - Guarapuava

RPPN Felicidade - Imbituva

RPPN Ninho Corvo - Prudentópolis

RPPN Sítio São Francisco - Rio Azul

 

A Ninho do Corvo é a única RPPN na “Terra das Cachoeiras Gigantes” - Prudentópolis e oferece diferentes opções aos visitantes incluindo recreação, alimentação e hospedagem. A área na região do cânion e rio Barra Bonita tem 10,55 hectares dos 18,50 transformados em RPPN. Há trilhas autoguiadas, atividades de aventura e área de banho. Estão presentes 8 quedas d`água sendo que 3 estão abertas à visitação.

As atividades com técnicas verticais são certificadas e possuem nomes interessantes, como Corvolesa (tirolesa guiada) e a Rapelesa (rapel guiado), ainda há uma Tirolesa de velocidade.

Vogel et al (2010) em levantamentos para o plano de manejo da RPPN reforçam que a área protege fragmentos florestais nativos e em regeneração da Floresta Ombrófila Mista conhecida como Floresta com Araucária que margeiam um afluente do Rio Ivaí, o Rio Barra Bonita, e serve como importante corredor para a fauna.

O proprietário Marcio Miranda é bastante atuante no Turismo na região e organiza e incentiva fora do período da pandemia da Covid-19 eventos corporativos na área do Ninho do Corvo.

Schoab et al (2020) constataram analisando a experiência do visitante em comentários no TripAdvisor que os visitantes do Ninho do Corvo possuem sensações e sentimentos diversos com experiências variadas, individualizadas e únicas de evasão, entretenimento e contemplação.

Confira algumas fotos cedidas pela Fernanda Haura:



 






Referências

SCHOAB, V. A.; LAZANHA, D. A.; MAGANHOTTO, R. F.; FERNANDES, D. L. O compartilhamento das experiências vivenciadas na RPPN Ninho do Corvo, Prudentópolis/PR, no TripAdvisor e sua classificação nas esferas da Economia da Experiência. Revista de Turismo Contemporâneo, v. 8, n. 1, p. 127-148, 30 abr. 2020.

VOGEL, H. F.; VALLE, L. G. E., ZAWADZKI, C. H.; METRE, R. Levantamento preliminar e biologia da mastofauna da RPPN Ninho do Corvo no município de Prudentópolis–Paraná. SaBios-Revista de Saúde e Biologia, v. 5, n. 2, 2010.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

EGAL 2021 - submissões abertas

 


Acontece em Córdoba, Argentina o XVIII EGAL – Encontro de Geógrafos da América Latina entre 30 de novembro a 4 de dezembro de 2021. É um evento importante da Geografia que ocorre bianualmente desde 1987 e nesta edição se organiza em 13 eixos e 90 mesas temáticas (grupos de trabalho).

O eixo temático 10 se refere a “Geografia do turismo, ócio e recreação” com duas mesas: a de número 70 “O patrimônio e o turismo e a apropriação, transformação e mercantilização da paisagem” e a de número 71 “A produção de lugares turísticos: imagens, infraestruturas, territórios, América Latina, séculos XX e XXI”.

O prazo para submissão dos resumos é até 1 de abril de 2021, informações no www.egal2021.org


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

RPPN Meia Lua

 




Neste mês, vamos conhecer algumas Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN), destacando a importância destes espaços como unidades de conservação.

Em Ponta Grossa, está a RPPN Meia Lua que se encontra na Fazenda Santa Mônica que faz divisa com o Parque Estadual de Vila Velha e propriedades particulares, possui 858, 5901 hectares e está em um dos lugares mais altos do município.

Desde 2010, a área possui Plano de Manejo e diversas atividades de gestão que permitem a proteção da reserva. Diversos parceiros realizam pesquisas de forma contínua, principalmente sobre a vegetação, pois o local conta com um remanescente da Mata Atlântica de grande relevância.

A Fazenda Santa Mônica, onde está a RPPN possui vários locais que se caracterizam por potenciais atrativos, como: Mini Vila Velha, Gruta do Corujão, Furna do Bugio, Taipas do século XVII e Cachoeira Meia Lua. Já na Fazenda Santa Luzia que é ao lado, há atrativos como: Casa Museu, Capela de Santa Luzia e Gruta de Santa Luzia. Assim, a área possui tanto atrativos naturais quanto culturais.

E é possível visitar? Por enquanto, apenas para convidados, em breve um centro de recepção estará disponível.

Curta as imagens e siga @reserva_meia_lua perfil alimentado com lindíssimas fotos do proprietário Fabiano Rosas Rocha






Informações extraídas do TCC da nossa egressa, Fernanda Haura de 2016 e atualizadas em consulta. As fotos também foram cedidas por ela.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Artigo: Panorama da interpretação ambiental e novas tecnologias: estudo de caso de Parques Nacionais Brasileiros da Região Sul


 

Pensando na onipresença dos recursos tecnológicos em nosso dia a dia, decidimos investigar como anda a incorporação destes equipamentos para aprimorar a interpretação ambiental em todos os treze Parques Nacionais da região sul do Brasil.

Para o estudo, realizamos entrevistas com os gestores destas UCs para descobrirmos quais meios interpretativos fundamentados em recursos tecnológicos estão sendo utilizados nestas unidades e, por fim, elaboramos diversas propostas de implantação específicas para estes locais, nos baseando em exemplos de sucesso em outros países.

Convidamos à leitura!

Link: https://periodicos.unifesp.br/index.php/ecoturismo/article/view/6832

CARVALHO, E. H. D.; MOREIRA, J. C.; BAPTISTA, L. Panorama da interpretação ambiental e novas tecnologias: estudo de caso de Parques Nacionais Brasileiros da Região Sul. Revista Brasileira de Ecoturismo (RBEcotur), v. 14, n. 1, 7 jan. 2021.

Texto da postagem de Leandro Baptista


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Vamos conhecer as Reservas Particulares do Patrimônio Natural do Paraná?



                                                              RPPN Meia Lua. Foto: Fernanda Haura

No dia 31 de janeiro é comemorado o Dia Nacional das Reservas Particulares do Patrimônio Natural que são unidades de conservação de domínio privado, tanto de pessoas físicas como jurídicas. Podem ser declaradas em nível federal, estadual ou municipal se tornando área perpetuamente protegida.

Tais reservas podem ou não oferecer atividades de uso público e turismo, conforme a visão e interesse de seus proprietários. Observe que na região dos Campos Gerais do Paraná temos 31 RPPNs:

RPPNs Federais

RPPN Fazenda Primavera - Tibagi 

RPPN Vale do Corisco - Sengés

RPPN Fazenda Barra Mansa - Arapoti 

RPPN Tayná - Ponta Grossa

RPPN Vilar - Jaguariaíva

RPPNs Estaduais

RPPN Sítio Potreiro - Ipiranga 

RPPN São Francisco de Assis - Castro 

RPPN Reserva Ecológica ITAY-TYBA - Tibagi 

RPPN Fazenda Paiquerê – Ponta Grossa 

RPPN Invernada Barreiro - Ponta Grossa 

RPPN Fazenda Cercado Grande - Castro 

RPPN Fazenda Mocambo – Tibagi 

RPPN Fazenda Monte Alegre – Telêmaco Borba 

RPPN Sítio Serra do Tigre – Ivaí 

RPPN Tarumã - parte I e parte II – Campo Largo e Palmeira 

RPPN Fazenda Invernada do Cerradinho – Arapoti 

RPPN Fazenda do Tigre - Parte II – Arapoti

RPPN Fazenda do Tigre I – Arapoti

RPPN Fazenda do Tigre I – Arapoti

RPPN Chácara Ipê - Carambeí

RPPN Fazenda Taquarussú – Arapoti

RPPN Fazenda Faxinal ou Barreiro – Arapoti

RPPN Rancho Sonho Meu – Parte II – Tibagi 

RPPN Rancho Sonho Meu – Parte I – Tibagi 

RPPN Caminho das Tropas -Palmeira

RPPN Butuquara – Palmeira

RPPN Fazenda Bom Jesus das Araucárias – Reserva

RPPN Fazenda Bom Jesus das Palmeiras – Reserva

RPPN Sitio do Sueco – Ponta Grossa

RPPN Meia Lua – Ponta Grossa

RPPN Cristovam Eberaldo Agner - Ponta Grossa

A lista foi elaborada tendo como fonte o Instituto Água e Terra, com atualização de maio de 2020.

Durante o mês de fevereiro vamos apresentar algumas RPPNs, deste bioma e de outros do Paraná valorizando esse importante trabalho de proteção da natureza.